Em entrevista concedida ontem de manhã à Rádio BandNews FM Manaíra de João Pessoa, o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), comentou a reprovação das contas de 2019 do governador João Azevêdo (PSB) com quem rompeu politicamente em 2019. Para o petista, João foi alvo de um julgamento político fruto de um clima de “opressão institucional” que existe no Tribunal de Contas do Estado. “O TCE quer ser mais do que é”. Embora tenha avaliado desta forma o resultado da apreciação de contas, Ricardo enfatizou que não quer conversa com João Azevêdo e o criticou duramente.

“Eu não quero conversa com João Azevêdo, quero que ele fique longe porque fez mal à política, mas qual o interesse do TCE no ano de uma eleição, tomar tanta coragem, foi a primeira vez que um governador no exercício do cargo tem as contas reprovadas? É o jogo da política. Tem uma restauração de um núcleo político aqui no Estado. Nem no meu caso nem de João Azevêdo tem inelegibilidade porque isso só quando se aponta desvio de verba ou imputação de débito e nenhum dos casos teve isso. O TCE quer ser mais do que é. O que eu ouvi no meu julgamento foi terrível. Disseram que eu fui condenado por codificados, mas fui eu quem acabou com isso. Codificados eram quem recebia pelo CPF e não tinham matrícula, e eu dei matrícula a todos. Mas os caras do TCE tiveram a cara de pau porque esse clima de opressão institucional desencadeado pela Calvário mexeu em alianças políticas… os caras não querem saber de Justiça, mas de política. Todo esse clima se abateu no TCE. O TCE está fazendo política e tinham que me alijar. João Azevêdo foi um acidente de percurso, mas eles queriam a mim. E não tinham como dizer Ricardo não e João, sim. Eles jogaram para a galera, inclusive com o governador”, disse o petista.

Ricardo também comentou sua inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral em outubro de 2020, poucos dias antes do primeiro turno das eleições municipais nas quais era candidato a prefeito de João Pessoa. Ele disse que sua defesa no processo foi assumida pelo advogado Eugênio Aragão a pedido do Partido dos Trabalhadores mesmo antes dele se filiar à legenda: “Foi um caso único na história brasileira. Foi pinçada uma ação que eu havia ganho para em 20 minutos decretar minha inelegilidade. Eu recorri. Eugênio é meu advogado porque eu não tinha dinheiro para pagar e Gleisi Hoffmann pegou Eugênio para me defender e eu estou muito esperançoso”.

Ouça na íntegra a entrevista concedida a Cláudia Carvalho e Cacá Barbosa no BandNews Manaíra 1ª edição,  programa que vai ao ar pela 103,3 MHZ de segunda a sexta das 9h20 às 11h.

Redação com Palamentopb