A decisão do Governo do Estado em liberar 20% da capacidade de público em shows a partir da próxima sexta-feira (01) não agradou totalmente os produtores de eventos na Paraíba.

O setor já se programa para retomar com as atividades, mas esperava a autorização para que pudesse ter uma presença maior de pessoas nos estabelecimentos. Entre os pontos criticados está a exigência do teste RT-PCR feito 72 horas antes do evento.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Eventos da Paraíba, Delano Tavares, esse tipo de exame custa mais caro que o preço dos ingressos em 90% dos casos. Ele também cobra um planejamento de flexibilizações.

“A grande dificuldade da gente é uma liberação de 20% sem a gente saber qual é o planejamento. Uma programação para os próximos meses porque ninguém vai fazer um show amanhã depois desse decreto, falta um cronograma como os outros estados estão fazendo”, argumentou ao Portal MaisPB.

Da mesma forma, o produtor de eventos, Fábio Henriques, considerou que a liberação de 20% da capacidade de público é um “primeiro passo” para a volta ao normal. Entretanto, ele disse que esperava uma flexibilização maior.

“É um avanço, um sinal concreto do governo em flexibilizar, mas a gente acha que ainda há certo rigor, certo exagero e esperamos que de certa forma isso possa ser corrigido ou revisto no próximo decreto”, destacou.

Fábio alega que o setor de evento é muito preparado ao risco e trabalha com planejamento.

“Por isso que a gente cobra ao governo o diálogo porque é um setor que precisa de tempo para se planejar. Não se faz um evento de médio e grande porte com 15 ou 20 dias. A gente precisa de meses para que a coisa se concretize”, explicou.

Com as flexibilizações, Henrique disse que já dá para começar a programar atividades voltadas para o verão e e Folia de Rua no próximo ano.

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