(Crédito: SSP DF/ Divulgação)

O Distrito Federal fechou os oito primeiros meses deste ano com uma redução de 14,7% nos chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte). É o que revela o levantamento mais recente da Secretaria de Segurança Pública, a que o Correio teve acesso em primeira mão.
As estatísticas apontam, ainda, redução de 17,4% nos seis crimes contra o patrimônio monitorados pela pasta: transporte coletivo, transeunte, furto em veículo, a residência, de veículo, e em comércios. Para chegar a esses índices, os técnicos da pasta compararam as ocorrências de janeiro a agosto deste ano, com os registros no mesmo período de 2020.

Em números absolutos, houve redução de 3,7 mil registros de furtos e roubos no DF, crimes que, segundo o governo, impactam diretamente na sensação de segurança dos moradores. Os roubos em transporte coletivo tiveram uma das quedas mais expressivas: 45,6%, passando de 720 ano passado, para 392 este ano.

O secretário de Segurança Júlio Danilo celebra os resultados e elenca as políticas públicas adotadas pelo GDF para estancar a violência urbana. Para ele, o alto percentual de resolução de crimes; o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao porte ilegal de armas feito pelas forças de segurança; além do tempo resposta do Corpo de Bombeiros no atendimento às vítimas foram importantes na redução das tragédias urbanas. “A identificação e prisão de autores impacta a incidência desse tipo de crime, pois impede a reincidência”, avalia Danilo.

A atuação da inteligência das forças, com foco na mancha criminal e levantamentos da realidade das microrregiões é outra estratégia citada pelo secretário de segurança, com resultados positivos. “Com o apoio do governador Ibaneis Rocha, estamos avançando com o programa DF Mais Seguro, que é a base das ações de Segurança Pública até o final de 2022. Cabe destacar, ainda, a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança para que superássemos os bons números conquistados nos últimos dois anos”, pondera.

Subnotificação

Para a professora de direito penal do Instituto Brasiliense de Direito Público (Idp), Carolina Costa Ferreira, é preciso um diagnóstico detalhado por região administrativa para avaliar se os impactos positivos das ações melhoraram os índices das áreas com altos índices de crimes, ou deixaram as regiões tradicionalmente mais protegidas ainda mais seguranças.
Carolina não acredita que a queda nos números tenha relação direta com a pandemia do covid-19, mas não descarta a subnotificação de crimes. Ela destaca que pesquisas nacionais indicam que políticas públicas locais podem contribuir para a redução do número de homicídios, assim como o monitoramento de regiões em que exista disputa do mercado de drogas e a atuação de outras organizações criminosas.

Vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no DF – (no mês de agosto)

ANO – CASOS

2000 – 66
2001 – 57
2002 – 38
2003 – 57
2004 – 39
2005 – 39
2006 – 51
2007 – -43
2008 – 50
2009 – 74
2010 – 53
2011 – 66
2012 – 71
2013 – 59
2014 – 47
2015 – 40
2016 – 57
2017 – 35
2018 – 31
2019 – 24
2020 – 27
2021 – 25

Vítimas de homicídios no DF (no mês de agosto)

ANO – CASOS

2000 – 58
2001 – 48
2002 – 35
2003 – 47
2004 – 35
2005 – 33
2006 – 47
2007 – 41
2008 – 44
2009 – 70
2010 – 48
2011 – 60
2012 – 69
2013 – 55
2014 – 43
2015 – 38
2016 – 51
2017 – 31
2018 – 28
2019 – 23
2020 – 25
2021 – 24

Correio Braziliense